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  • Ao Velhas, com carinho

    Reportagem de Júlio Moreira para o Estado de Minas Santa Luzia celebrou a natureza e a própria história com a realização do Mutirão das Árvores, promovido pela Fundação Pitágoras em parceria com a prefeitura e diversas instituições. O evento, realizado, nessa quinta-feira (17/7), no Centro de Educação Integrada, às margens do Rio das Velhas, marcou o plantio simbólico de 333 mudas de árvores — uma para cada ano de existência do município. A iniciativa faz parte do projeto de educação ambiental da Fundação Pitágoras, braço social da Cogna Educação, e teve apoio das Secretaria Municipais Educação, da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento de Santa Luzia e do Conselho de Educação da ACMinas (Associação Comercial e Empresarial de Minas). Durante o mutirão, os estudantes foram orientados por educadores ambientais e servidores públicos sobre as técnicas adequadas de plantio, o ciclo de crescimento das árvores e a importância da preservação das matas ciliares. A fundação disponibilizou cartilhas e manuais que abordam desde a coleta de sementes até a formação de viveiros e a manutenção das mudas. O projeto integra um conjunto de ações firmadas através do protocolo de intenções assinado pelo Governo de Minas Gerais em 2024, que incentiva atividades práticas de reflorestamento e sensibilização ecológica em todo o estado. Em Santa Luzia, a escolha do local do plantio reforça a conexão entre o meio ambiente e a memória coletiva. O Rio das Velhas, símbolo de resistência e vida, recebeu de volta o cuidado de uma geração que aprende desde cedo a importância de proteger o que é de todos. Com isso, o Mutirão das Árvores se torna mais do que um evento pontual — é a semente de uma consciência ecológica plantada no coracão de cada estudante. Foto: Fundação Pitágoras Fala de um mestre da causa ambiental Presente ao evento, o professor Apolo Heringer, da Faculdade de Medicina da UFMG e idealizador do Projeto Manuelzão, reforçou o caráter amplo e transformador da iniciativa: “A importância desse movimento vai além da questão climática – ele também é fundamental do ponto de vista educativo. E mais: é importante porque não estamos plantando leucena, que acabou virando uma praga. Então há vários contextos envolvidos. Aqui é uma escola em parceria com a prefeitura, um projeto social maravilhoso. E eu fico muito satisfeito em ver a criançada, os jovens, curtindo essa oportunidade. Isso é algo que eles nunca vão esquecer – o poder que uma árvore tem.” A presença de Apolo Heringer deu ainda mais força simbólica ao mutirão, conectando a ação local a uma trajetória histórica de defesa do Rio das Velhas, do Velho Chico e de toda a bacia do São Francisco – que há décadas são foco do trabalho ambiental, científico e social promovido por ele e por toda a rede do Projeto Manuelzão . Compromisso nacional com o reflorestamento Quem também conversou com o Estado de Minas foi a presidente da Fundação Pitágoras, Helena Neiva, que compartilhou os planos ambiciosos da instituição e reforçou o papel transformador das escolas: “A gente tem a meta de plantar um bilhão de árvores até 2032, não só em Minas, mas em todo o Brasil. Já temos parcerias além de Minas Gerais, com os estados de São Paulo, Espírito Santo – que está caminhando muito bem – e com os três estados do Sul”. Segundo ela, o grande desafio é realmente envolver o maior número de estudantes e educadores, para que eles sejam os grandes guardiões dos plantios. “Não adianta apenas plantar no Dia da Árvore ou na Semana do Meio Ambiente. Tem que ser um projeto perene, que dure todo o ano letivo e que seja trabalhado em todas as disciplinas. Nosso foco é criar boas práticas para que escolas do Brasil inteiro possam se inspirar e queiram levar isso também para suas cidades, para suas comunidades. E, tendo essas novas gerações como guardiãs das árvores, sabemos que essa será uma iniciativa que vai durar para sempre.” Depoimentos emocionam e reforçam o aprendizado Para os estudantes, a experiência foi marcante. Larissa Cristina, de 14 anos, aluna do 9º ano da Escola Integral e Integrada de Santa Luzia, destacou o aprendizado ambiental. “A importância de plantar árvores está no cuidado com o meio ambiente. Está tudo muito seco, tem muito desmatamento, então a gente precisa fazer a nossa parte. Plantar é um ato de amor com a natureza e com os animais e com o nosso rio.” Cauã Richard, 15 anos, também da Escola Integrada, falou sobre o legado que as árvores deixarão para o futuro. “Aqui bate muito sol na hora do almoço. Daqui a uns anos, com as árvores grandes, vai ter sombra e o espaço vai ficar bem melhor. E o mais legal é que a gente pode voltar aqui com nossos filhos ou sobrinhos e lembrar desse momento. Vai valer a pena.”  Esses relatos mostram que mais do que plantar árvores, os jovens estão semeando consciência ambiental, respeito ao planeta e amor à cidade onde vivem. Em Santa Luzia, o Mutirão das Árvores pode ter cumprido seu papel multiplicador, já que o prefeito da cidade, Paulo Bigodinho, prometeu, para o ano que vem, plantar mais 334 mudas de árvores, quando a cidade estará comemorando 334 anos. O tão sofrido Rio das Velhas vai agradecer – tomara que não fique apenas na promessa política.  Apolo alerta: “Quem polui o Rio das Velhas está tirando o alimento do povo” O médico e professor da UFMG Apolo Heringer Lisboa, conhecido por sua trajetória à frente do Projeto Manuelzão, esteve presente no Mutirão das Árvores em Santa Luzia, que marcou o plantio de 333 mudas às margens do Rio das Velhas. Durante o evento, ele declarou ao EM a urgência em retomar e ampliar os esforços pela recuperação do rio, anunciando o lançamento da Meta 2034, que tem como objetivo a volta abundante do peixe em todos os afluentes da calha principal do Rio das Velhas, da foz no São Francisco até a Cachoeira das Andorinhas em Ouro Preto. Segundo Heringer, o foco da nova etapa é claro: trazer de volta o peixe, garantir alimento e aumentar a renda das comunidades que dependem diretamente do rio. “A questão do peixe não é romântica – é sobre sobrevivência. É o prato de comida do povo mais pobre. Quem está poluindo o rio precisa entender que está tirando o alimento da mesa dos mais vulneráveis. Não é só uma questão ecológica ou poética – é social, é urgente.” O professor foi direto ao descrever a situação atual do Rio das Velhas: “O Rio das Velhas está podre em muitas regiões. O peixe só está resistindo graças à Meta 2010, um projeto muito importante que, na época, conseguiu melhorar a qualidade do rio em cerca de 60%. Mas se os ataques continuarem, vamos perder todo o trabalho que já foi feito.” Diante desse cenário, Apolo defende que a Meta 2034 seja encarada como uma continuação estratégica das ações iniciadas há mais de duas décadas, com foco na recuperação ambiental, educação das novas gerações e valorização dos ribeirinhos como protagonistas da transformação. Fonte: https://www.em.com.br/gerais/2025/07/7203960-ao-velhas-com-carinho.html

  • ONU publica relatório da Agenda 2030 e Educação é uma das áreas prioritárias

    Documento oferece uma avaliação contundente e um forte apelo à ação. Fonte: brasil.un.org Que progresso fizemos até agora? Entre 2015 e 2021, houve um aumento na conclusão do ensino fundamental, médio e superior em todo o mundo. No entanto, o progresso alcançado durante esse período foi notavelmente mais lento em comparação aos 15 anos anteriores. Quais desafios ainda existem? Restrições econômicas, somadas a problemas de resultados de aprendizagem e taxas de evasão, persistem em áreas marginalizadas, reforçando a necessidade de um compromisso global contínuo para garantir uma educação inclusiva e equitativa para todos. Os baixos níveis de qualificação em tecnologias da informação e comunicação (TIC) também representam um grande obstáculo para alcançar uma conectividade universal e significativa. Existem grupos que têm mais dificuldade de acesso à educação? Sim, mulheres e meninas são um desses grupos. Cerca de 40% dos países não alcançaram a paridade de gênero no ensino fundamental. Essas desvantagens na educação também se traduzem em falta de acesso a habilidades e oportunidades limitadas no mercado de trabalho para mulheres jovens. O que podemos fazer? Peçamos aos nossos governos que priorizem a educação tanto nas políticas quanto na prática. Pressionemos nossos governos para que assumam compromissos firmes de oferecer educação primária gratuita a todos, incluindo grupos vulneráveis ou marginalizados. Fatos Para atingir o Objetivo 4, o financiamento da educação deve se tornar uma prioridade nacional de investimento. Além disso, medidas como tornar a educação gratuita e obrigatória, aumentar o número de professores, melhorar a infraestrutura escolar básica e adotar a transformação digital são essenciais. Movimento Minas 2032 A Fundação Pitágoras integra o Movimento Minas 2032, idealizado pelo jornal Diário do Comércio e pelo Instituto Orior, articula organizações e entidades dos mais variados segmentos sociais, sensibilizando sobre a importância dos ODS e trabalhando com suas temáticas que buscam umasociedade mais justa, pautada no respeito à diversidade, gênero, acesso a recursos saudáveis, saúde, educação, trabalho e qualidade do meio ambiente. O “Caderno Movimento Minas” reúne atividades educativas alinhadas aos ODS. Mais do que um simples recurso educativo, este e-book é um convite para que toda a sociedade se envolva ativamente na construção de um futuro melhor.

  • Fundação Pitágoras realiza evento do Movimento Mutirão das Árvores em Minas Gerais

    A ação tem o propósito de fomentar a educação ambiental com o plantio simultâneo de 333 mudas de árvores A Fundação Pitágoras, que é um dos braços sociais da Cogna Educação, realiza mais um evento que integra o Mutirão das Árvores. Na próxima quinta-feira (17), às 9h, em Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte, estudantes se unirão para plantar 333 mudas de árvores. O projeto, que ocorre em celebração ao Dia Municipal do Rio das Velhas (29 de junho), será realizado no Centro de Educação Integrada, localizado às margens do rio, um elemento crucial para a identidade e a história do município. A escolha do número de mudas plantadas homenageia a idade da cidade, refletindo a conexão entre a comunidade e a natureza. O projeto visa promover a educação ambiental e a preservação da natureza, envolvendo diretamente os jovens na responsabilidade de cuidar do meio ambiente. O evento se destaca pela participação ativa dos estudantes, que serão responsáveis pelo plantio, cuidado e monitoramento das árvores, promovendo uma conscientização prática sobre a importância da preservação ambiental. Para guiar as atividades, a fundação disponibiliza cartilhas e manuais que orientam sobre a coleta de sementes, formação de mudas, identificação de viveiros e o plantio adequado de cada espécie. Através do protocolo de intenções assinado pelo Governo de Minas Gerais em 2024, a Fundação Pitágoras tem como objetivo incentivar ações concretas para a preservação ambiental em diversas localidades. “Acreditamos que todas as iniciativas são válidas, mas que a sociedade deve buscar ideias simples que geram grandes transformações, como é o caso do Mutirão. A árvore é a melhor ‘tecnologia’ e o instrumento natural mais efetivo para capturar carbono e fixá-lo no solo. Nosso projeto está centrado na conscientização ambiental e na execução realizada pelos próprios alunos, de diferentes faixas etárias, e por todo o Brasil", Helena Neiva, presidente da Fundação Pitágoras. Em Santa Luzia, o projeto é liderado pela Prefeitura de Santa Luzia e Secretária da Educação juntamente com a Secretária do Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, além do Conselho de Educação da ACMinas (Associação Comercial e Empresarial de Minas). Serviço: Mutirão das Árvores em Santa Luzia (MG) Data: 17 de julho de 2025, às 13h Local: Centro de Educação Integrada – Av. Beira-Rio, 2000 - Distrito Industrial Simão da Cunha, Santa Luzia – MG

  • A infância dura para sempre

    Helena Neiva, Presidente da Fundação Pitágoras Os órfãos da Romênia Começamos com uma história chocante. Em meados da década de 60, um ditador chamado Nicolae Ceasescu implementou uma política macabra para fazer da Romênia uma super potência, e o caminho para isso era aumentar a população com o intuito de crescer sua mão de obra. Para tanto, proibiu todos os métodos contraceptivos e punia os casais que evitassem ou tivessem poucos filhos, fiscalizando até o ciclo reprodutivo das mulheres. Conseguiu seu objetivo: a taxa de natalidade explodiu, mas diante da miséria e da dificuldade de se criar muitos filhos, muitas crianças foram abandonadas por suas famílias. Consequência: 170 mil órfãos, criados em abrigos. A história consegue ficar pior – os responsáveis por cuidar dessas crianças eram orientados expressamente a não interagir com elas, não podiam pegar no colo, dar carinho e nem atender ao choro. “Muitas coisas que precisamos podem esperar. A criança não pode. Exatamente agora é quando seus ossos estão sendo formados, seu sangue está sendo produzido, os sentidos estão se desenvolvendo. Para ela não podemos dizer AMANHÃ. Seu nome é HOJE”. Gabriela Mistral, educadora chilena. A partir da década de 90, quando Nicolae foi deposto, o mundo tomou conhecimento dessa aberração e diversos estudos puderam ser conduzidos para avaliar os efeitos da negligência na infância. Os órfãos da Romênia tornaram-se adultos subdesenvolvidos, irreconhecíveis, incapazes, com o olhar morto e deficiências de peso e estatura, a ponto de um jovem de 30 anos aparentar 12 de idade. Não faltou um teto, nem comida, nem vacina, nem higiene. Afinal, o que deu errado? Veremos a seguir. CONSCIÊNCIA | NEUROCIÊNCIA| TRANSCENDÊNCIA Se existe um tema que engloba de forma integral e profunda essas 3 dimensões – consciência, neurociência e transcendência – trata-se da Primeira Infância, período que compreende desde o nascimento até os 6 anos de idade. A infância é a fase mais curta da vida do ser humano, mas ela dura para sempre. Tudo que acontece nessa janela, sobretudo nos primeiros 1.000 dias (primeiríssima infância), vai reverberar pelo resto da vida. Para o bem ou para o mal. Isso porque é justamente nessa faixa que vai de 0 (desde o momento da concepção!) a 6 anos que 90% das conexões cerebrais são formadas, a um ritmo inacreditável e alucinante de 1 milhão de sinapses por segundo! É um momento absolutamente único e determinante. Grande parte das pessoas acredita que a criança começa a aprender quando vai para a escola, com cerca de 4 anos de idade. Na verdade a criança começa a aprender ainda no útero materno! Quando entra na fase escolar, a maior parte dessa janela mágica já se fechou. Nas últimas décadas, a partir de 1980, cientistas por todo o mundo, das mais diversas áreas e campos do conhecimento – Psicologia, Filosofia, Educação, Medicina, Economia, sobretudo a Neurociência - têm se debruçado sobre esse assunto e comprovado que é nos primeiros anos de idade que se formam as bases das habilidades e competências que afetarão a aprendizagem, o comportamento e a saúde por toda a vida. Cuidar da Primeira Infância melhora o desempenho escolar, aumenta a inserção no mercado de trabalho com melhores salários, promove maior estabilidade familiar, longevidade, saúde física e mental – um ciclo virtuoso potente e exponencial. O outro lado da moeda, os primeiros anos de vida tratados com negligência geram mais evasão escolar, violência, criminalidade, propensão ao uso de drogas e graves problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, diabetes, depressão, entre outras – um ciclo vicioso, igualmente potente e exponencial. Um dos mais importantes estudos é do economista prêmio Nobel, James Heckman, que comprovou que cada 1 dólar investido na primeira infância representa 7 dólares de retorno no futuro. Aproveitar esse momento crítico de desenvolvimento cerebral lança a fundação para um adulto formado de maneira integral, gerando ganhos no futuro e em cascata nas áreas da educação, saúde, segurança e economia. É portanto a política pública de menor custo e mais efetiva que um país pode apostar, nas palavras do economista, ”é uma rara iniciativa de política pública que promove equidade e justiça social”. Como nos provou Heckman, a atenção com a primeira infância é crucial para toda criança, mas especialmente para as mais pobres e vulneráveis. As famílias com mais escolaridade e renda, na maior parte das vezes, conseguem proporcionar todos os cuidados que essa fase requer – alimentação, vacinação, higiene, atenção. As famílias mais pobres, por falta de recursos e por desconhecimento, não conseguem. É no início da vida, como em nenhuma outra fase, que é possível atuar para mitigar as desigualdades. Um estudo impressionante e que corrobora esse fato, revelou que as crianças de famílias mais pobres ouvem por hora cerca de 1/3 da quantidade de palavras, em comparação às crianças de famílias ricas. Na projeção realizada, isso representa 30 milhões de palavras desconhecidas aos 4 anos de idade para as crianças vulneráveis. Não se pode falar em meritocracia com linhas de largada tão distantes. Essas famílias excluídas em geral não sabem que é importante interagir e conversar com os bebês, por imaginarem que eles não entendem o que está sendo dito. O simples fato de ouvir uma palavra nova acende novas conexões no cérebro! Muitos países no mundo adotam programas de acompanhamento de famílias vulneráveis com gestantes e crianças com até 6 anos de idade, por meio de visitadores treinados para dar assistência e as orientações dos cuidados necessários para o desenvolvimento da primeira infância. É o caminho certeiro para romper o ciclo geracional da pobreza. No Brasil existem cerca de 20 milhões de crianças com idade entre 0 a 6 anos, uma em cada três vivem na pobreza ou na extrema pobreza. E nosso País, pouca gente sabe, tem um dos maiores e melhores programas de visitação do mundo, uma referência na área, com cerca de 1 milhão de famílias atendidas de forma contínua e sistemática. Certamente veremos o resultado dessa poderosa iniciativa em poucos anos. Voltando aos órfãos da Romênia Os primeiros anos de vida requerem cuidados específicos e complementares - ambiente limpo e seguro, alimentação saudável e equilibrada, vacinação, acompanhamento pediátrico etc. No entanto, nada, absolutamente nada substitui o afeto. Ele simplesmente é a cola que garante todo o resto – o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional. E foi isso que faltou para as crianças abandonadas na Romênia. Faltou a qualidade das interações pessoais, faltou a possibilidade dos bebês estabelecerem uma conexão real com pelo menos um adulto responsável. Proteger a vida de cada criança por si só já mereceria todos os nossos esforços enquanto sociedade. Mas, na verdade, não importa qual seja a motivação – pode ser financeira, por saber que haverá um capital humano mais produtivo e competente; individualista, pensando em viver num ambiente mais seguro e menos violento; humanitária, pela empatia e compaixão pelo outro;; moral, porque é o certo a fazer; espiritual, qualquer que seja a crença. Na verdade, o motivo tem pouca relevância, o que importa de verdade é saber que, com o simples fato de disseminar essa informação para o máximo de pessoas com quem você se relaciona, pode fazer a diferença e contribuir para que outro ser humano tenha condições de se desenvolver com a máxima plenitude que o dará as condições para exercer seu máximo potencial. Felizmente, iniciativas profundamente simples e acessíveis a qualquer família, independentemente da renda ou da escolaridade, fazem total diferença – cantar para a criança, conversar com ela, olhar no olho, ler, brincar, confortar, estar presente. Esse é o principal cuidado de hoje, que vai assegurar a construção do amanhã. A primeira infância é o maior patrimônio da humanidade, cuidar dessa preciosidade é a transcendência que precisamos para nos tornarmos humanos de verdade, em todos os sentidos. Jamais podemos perder de vista a consciência, como nos ensina o poeta inglês William Wordsworth (1770-1850), que “a criança é o pai do homem”. A infância dura para sempre; e uma infância “dura” é para sempre.

  • Prefeitura de Santa Luzia(MG) recebe o projeto Mutirão das Árvores

    No último dia 03 de junho, participamos de um importante encontro em Santa Luzia (MG), onde o movimento Mutirão das Árvores foi apresentado por Helena Neiva e Evando Neiva, da Fundação Pitágoras (coordenadora do movimento), ao prefeito Paulo Bigodinho, juntamente com o vice-prefeito, Ilacir Bicalho, e os secretários de Educação, Heverton Ferreira de Oliveira, e de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, Vicente de Paula Rodrigues. Este encontro marca um passo significativo na promoção da consciência ambiental e na preservação da natureza na cidade. Com propósito suprapartidário, O Mutirão das Árvores investe na conscientização e educação ambiental para promover práticas sustentáveis. O objetivo? Mobilizar todos para se tornarem Guardiões das Árvores, plantando árvores de forma contínua e sistemática. Durante a reunião, articulada por Sandro Coelho, representante do Conselho de Educação, foram discutidas as ações que serão realizadas ainda neste mês de junho, que incluirão o plantio de mudas em áreas estratégicas de Santa Luzia. A aliança intersetorial é essencial para enfrentar as mudanças climáticas. Acreditamos que, juntos, podemos fazer a diferença e deixar um legado de ambiente mais saudável e sustentável para todos. Fique atento às nossas redes sociais para mais informações sobre como você pode participar dessa ação importante!

  • Fundação Pitágoras inicia a implantação do SGI em Carmo da Mata (MG)

    O foco do Sistema de Gestão Integrado é promover a melhoria na qualidade e desempenho da educação pública Imagem: Freepik A Fundação Pitágoras, em parceria com a Somos Educação, inicia nesta quarta-feira, 14 de maio, a implantação do SGI (Sistema de Gestão Integrado) em Carmo da Mata (MG).   Durante 20 jornadas, as lideranças educacionais do município terão a oportunidade de alinhar, melhorar e inovar as suas práticas de gestão.  Na primeira jornada, eles conhecerão e compreenderão a metodologia SGI e aprenderão a usar ferramentas de gestão que auxiliarão nos seus processos de trabalho. Em entrevista ao jornal DiviNews , a prefeita Mônica Borges ressaltou a importância dessa conquista para a cidade. “Estamos trazendo para Carmo da Mata um modelo de ensino inovador, que alia tradição e tecnologia. Essa parceria representa um marco para o futuro da nossa educação, garantindo mais qualidade e oportunidades para nossos estudantes.” Na mesma entrevista, o secretário municipal de Educação, Francisco Corrêa, conhecido como Chicão, também expressou entusiasmo em relação ao acordo. “A metodologia Pitágoras vai transformar a dinâmica das salas de aula, oferecendo aos professores ferramentas modernas e aos alunos um aprendizado mais significativo. É um passo gigantesco para a educação pública da cidade.” Presente em 13 Estados, o SGI é uma abordagem inovadora que trabalha a gestão educacional de forma criativa e eficaz. Com o Sistema, a Fundação Pitágoras já impactou cerca de 2 milhões de pessoas. Estamos ansiosos para ver os resultados dessa importante iniciativa e para que Carmo da Mata se torne uma referência educacional.

  • Acesso a oportunidades e educação no sistema prisional podem transformar vidas e reduzir a criminalidade

    Foto: Freepik A Fundação Pitágoras iniciou o ano letivo de 2025 com 126 estudantes de graduação . As bolsas são oferecidas na modalidade Educação a Distância (EAD) por meio das instituições Cogna Educação envolvendo 34 instituições de ensino da Kroton  (Anhanguera, Pitágoras, Unopar, Unime, beneficiando 562 pessoas  até o momento. BOLSAS DE ESTUDO A adesão aos cursos é distribuída da seguinte maneira: 38%  em Empreendedorismo 22%  em Serviços Cartorários 23%  em Logística 17%  em Processos Gerenciais   Essa é uma parceria  firmada entre a Fundação Pitágoras, braço social da Cogna Educação, com a FBAC (Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados) e suas APAC’s (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados), DPU (Defensoria Pública da União), com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça e o SENAPPEN (Secretaria Nacional de Políticas Penais). A iniciativa promove ações e projetos de educação voltados à promoção de cidadania para as pessoas privadas de liberdade no sistema prisional e às pessoas egressas. O programa abrange: 89 unidades prisionais em 67 cidades e 19 estados. A demografia dos bolsistas mostra que 80% são homens , com uma média de idade de 37 anos, enquanto 20% são mulheres , com média de 36 anos.   Critério O critério para a seleção dos bolsistas, além das notas no Enem PPL (Pessoas Privadas de Liberdade), inclui a análise de casos de indivíduos em situação de vulnerabilidade acrescida. “Sabemos dos  desafios estruturais e preconceitos enfrentados, mas os resultados justificam o  esforço. Cada formação concluída e a reinserção profissional não apenas reafirma o poder da educação como ferramenta de mudança social, mas também nos inspira a ampliar essa iniciativa — porque acreditamos em segundas chances”, comenta Ellen Félix, coordenadora operacional da Fundação Pitágoras.   Importância da Educação no Sistema Prisional O direito à educação para as pessoas em privação de liberdade compreende um dos direitos subjetivos previstos na Lei de Execução Penal – Lei nº 7.210/1984, na Constituição Federal de 1988 e em Tratados Internacionais, tais como as Regras de Bangkok e Regras de Nelson Mandela. A Fundação Pitágoras acredita que a educação é uma ferramenta crucial para a reintegração social dos indivíduos encarcerados. O acesso a programas de capacitação profissional e desenvolvimento pessoal não apenas ajuda a reduzir a reincidência criminal, mas também contribui para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. A Resolução CNJ nº 391/2021 reforça essa visão, destacando a necessidade de estratégias de leitura que atendam às diversas demandas educacionais dentro do sistema prisional. “A experiência no programa Fazendo Justiça tem o objetivo de proporcionar um outro olhar em relação à área prisional. É uma oportunidade única para conhecer e atuar de perto na esfera penal, com acesso à principal instituição pública do sistema judiciário brasileiro e compreender que cada um pode exercitar a cidadania e a responsabilidade social de forma ampla”, avalia Helena Neiva, presidente da Fundação Pitágoras, braço social da Kroton.

  • Faça parte da banca de avaliadores no 8º Concurso de Redação da DPU

    Neste ano, o tema é “Os Desafios da Saúde dos Povos Indígenas no Brasil” Foto: Yuri Curtulo - DPU Convidamos profissionais de todas as áreas, graduandos e pós-graduandos, a se juntarem à banca examinadora do 8º Concurso de Redação da Defensoria Pública da União (DPU). As inscrições estarão abertas até abril/2025. Os participantes terão a responsabilidade de ler e avaliar as redações. As produções serão disponibilizadas em uma plataforma exclusiva para avaliação, e todo o trabalho será realizado virtualmente. O programa será conduzido na modalidade 100% on-line, permitindo que os voluntários contribuam enquanto equilibram seus outros compromissos. As atividades estão previstas para o primeiro semestre de 2025. Ao final do programa, os participantes receberão um certificado de participação, que também pode ser utilizado para cumprir atividades complementares no Ensino Superior. A inscrição está sendo realizada pela plataforma https://ideali.st/W85m39 ou com o Silas pelo e-mail silas.f.rocha@pitagoras.com.br. Silas Rocha, coordenador do Programa de Voluntariado, explica que as redações ficam disponibilizadas em uma plataforma exclusiva para a avaliação. “Todo o trabalho é feito virtualmente. O programa será realizado na modalidade 100% on-line, permitindo que o voluntário contribua enquanto concilia com seus outros compromissos.” INSCRIÇÕES Data de início: imediato  Data de encerramento: 28 de maio/2025 ​ Quem pode participar? Profissionais e graduandos de todas as áreas. ​ Responsabilidades do voluntário Os voluntários terão como responsabilidade ler e avaliar as redações por meio da plataforma DPU ​ Modalidade 100% on-line As redações ficam disponibilizadas em uma plataforma exclusiva para a avaliação. Todo o trabalho é feito 100% online. ​ Quando? Primeiro semestre de 2025. ​ Certificado Reconhecemos a participação e o engajamento de todos os voluntários! Todos receberão um certificado de participação no projeto, conforme a quantidade de horas de voluntariado realizadas, incluindo horas de treinamento. ​ Sobre o 8º Concurso de Redação da Defensoria Pública da União (DPU) Realizado pela DPU, este concurso é uma excelente oportunidade para promover a reflexão e o debate sobre temas relevantes para a sociedade. A proposta incentiva estudantes e professores de todo o Brasil a expressarem suas ideias de forma crítica e criativa. A edição deste ano foi lançada em 11 de novembro, em Brasília (DF), e o tema é “Os Desafios da Saúde dos Povos Indígenas no Brasil”. O concurso é aberto a estudantes do Ensino Básico, incluindo indígenas, alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), além de adolescentes que cumprem medida socioeducativa. A competição também se estende a internos de penitenciárias estaduais e federais. Este projeto visa fomentar a educação em direitos, promovendo reflexões nas comunidades escolares e carcerárias sobre direitos sociais.

  • Sala de aula: 3 Dinâmicas para se despedir do celular

    Algumas dicas para incentivar os estudantes a se desconectarem dos celulares e valorizarem a interação e aprendizado presencial A ausência do celular estimula a troca de ideias entre estudantes e professores, fortalecendo as relações interpessoais. Im agem: Freepik A Lei 15.100/25, que proíbe o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos portáteis em escolas públicas e particulares, oferece aos estudantes a oportunidade de cultivar uma relação mais saudável com a tecnologia, além de proporcionar diversos outros benefícios. Veja alguns: Disciplina e concentração Respeitar a regra de não usar celular ensina a importância da disciplina em momentos de concentração. Sem as distrações do celular, conseguem focar melhor nas aulas e no conteúdo. Criatividade Sem distrações, os estudantes têm mais espaço para explorar ideias e desenvolver projetos criativos. Ao estimular a interação face a face, fortalecemos as relações interpessoais, essenciais para o desenvolvimento social e emocional dos estudantes. Portanto, ao adotar dinâmicas que incentivem não utilizar celulares em sala de aula, estamos não apenas respeitando a legislação, mas também cultivando um ambiente educacional mais produtivo e enriquecedor." - Tânia Mara Nogueira, pedagoga e vice-presidente da Fundação Pitágoras. Melhoria na aprendizagem Com mais atenção, a compreensão dos conteúdos melhora, resultando em melhores notas e engajamento. Prevenção da dependência tecnológica Desconectar-se temporariamente ajuda a desenvolver uma relação mais saudável com a tecnologia. Menos tela, mais interação! A ausência do celular estimula a troca de ideias entre estudantes e professores, fortalecendo as relações interpessoais. Download gratuito Para ajudar educadores a implementarem essa mudança, disponibilizamos 3 dinâmicas que podem ser trabalhadas no início do ano letivo. Essas dicas são uma excelente oportunidade para iniciar discussões sobre o uso consciente da tecnologia na educação entre os estudantes.

  • Fundação Pitágoras Lança E-book Educativo em Parceria com Movimento Minas 2032 para Promover ODS

    O objetivo é favorecer o alcance das metas da ONU por meio da educação A Fundação Pitágoras, em colaboração com o Instituto Orior e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apresenta o e-book “Caderno Movimenta Minas”, que reúne atividades educativas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A iniciativa, coordenada pelo Grupo de Trabalho Educação do Movimento Minas 2032 – Pela Transformação Global, visa facilitar o alcance das metas globais por meio da educação. Adriana Muls, presidente do Diário do Comércio e coordenadora do MM2032, destaca a importância do e-book como um elo entre a sociedade e as práticas de sustentabilidade. “O alcance das metas é de responsabilidade de todos e precisamos traduzir o assunto em produtos que descompliquem o que são os ODS no dia a dia das pessoas. É fundamental trabalhar nesse letramento social para que a sociedade compreenda seu papel e se engaje” - Adriana Muls Raimundo Soares, presidente do Instituto Orior e também coordenador do movimento, ressalta que o material será continuamente atualizado, trazendo novas iniciativas para seu público diversificado, que inclui crianças, jovens, educadores e profissionais do setor privado. Ele enfatiza que a abordagem biossistêmica valoriza a conexão do indivíduo com si mesmo, com os outros e com o meio ambiente, promovendo uma transformação coletiva em prol do bem comum. Silas Rocha, coordenador do Grupo de Trabalho Educação e representante da Fundação Pitágoras no MM2032 avalia que o material é uma ferramenta essencial para instituições de ensino, secretarias municipais de educação, profissionais da área bem organizações, instituições e empresas comprometidas com a criação de um mundo mais sustentável e justo.     O e-book não apenas informa, mas também incentiva a implementação prática dos ODS em diversos contextos. Ele destaca como exemplos, o "SuperSUS" da Fiocruz, que utiliza a tecnologia para promover o conhecimento e o engajamento com os ODS e o Mutirão das Árvores, que incentiva toda a sociedade em torno de uma grandiosa e unânime causa: o plantio de árvores.  “Este é mais do que um recurso educativo. É um convite para que toda a sociedade se envolva ativamente na construção de um mundo que seja um presente para o futuro. O objetivo principal dessa nova agenda é não deixar ninguém para trás”. - Silas Rocha O e-book está disponível para download gratuito nos sites fundacaopitagoras.com.br e diariodocomercio.com.br . Interessados em sugerir iniciativas ou obter mais informações podem entrar em contato pelo e-mail minas2032@diariodocomercio.com.br .

  • Download: Planner Pedagógico 2025

    Este planner é mais do que um simples organizador; é um verdadeiro companheiro na jornada educacional, oferecendo um espaço para reflexão e inspiração. Com temas atuais como os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis), ESG (Environmental, Social, and Governance), Soft Skills, Comunicação Assertiva e Não Violenta, Autoavaliação, entre outros, o planner foi cuidadosamente elaborado para auxiliar os educadores a planejarem suas aulas com assuntos que estão em destaque no mundo atual. Tânia Mara Nogueira, pedagoga e Vice-presidente da Fundação Pitágoras, ressalta a importância do planejamento escolar: “Neste momento em que a educação enfrenta tantos desafios, o planejamento se torna essencial. O Planner Pedagógico 2025 sugere temas que permitem ao educador não apenas organizar suas atividades, mas também refletir sobre sua prática e promover um ambiente de aprendizado mais colaborativo e inclusivo. A integração de temas como ESG e Soft Skills é um passo fundamental para preparar nossos alunos para os desafios do século XXI.”

  • Recuperandas da APAC-BH conquistam o Ensino Médio

    Em 16 de dezembro de 2024, oito mulheres privadas de liberdade da APAC Feminina de Belo Horizonte - Associação de Proteção e Assistência ao Condenado - celebraram sua formatura no Ensino Médio. Elas são alunas no Anexo Professor Hélio Gomes, da E.E. Professora Nair de Oliveira Santana, espaço mantido pela Fundação Pitágoras. A formatura das recuperandas da APAC é um momento especial que celebra a superação e a transformação das privadas de liberdade. A APAC tem como objetivo humanizar as prisões, sem perder de vista a finalidade punitiva da pena. Continuidade dos Estudos Após a conclusão do Ensino Médio, a Fundação Pitágoras oferece bolsas de estudo integrais nas faculdades da Cogna Educação para as mulheres privadas de liberdade. A maioria delas são jovens, pretas e periféricas, que não tiveram acesso a uma educação de qualidade e, muitas vezes, acabam se envolvendo com a criminalidade. Proporcionar educação a essas pessoas é uma forma de oferecer uma nova vida após a saída da prisão, além de contribuir para a proteção da sociedade. Esta não é apenas uma celebração acadêmica, mas um passo significativo rumo à recuperação e à reinserção social, demonstrando que a educação é uma ferramenta poderosa para a transformação de vidas.

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Av. Arthur Bernardes, 60

Vila Paris - Belo Horizonte

Tel: (31) 3344-6677

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